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Operações Especiais - 2015
Direção: Tomás Portella. Gênero:Policial/Ação.
Classificação Indicativa: 14.
(Pode conter Spoiler)
O filme, estrelado por Cléo Pires, traz a história da jovem Francis que é uma garota carioca tentando uma vida melhor. Se ser brasileiro já não é fácil, ser carioca então é muito mais difícil. O filme retrata bem isso. No começo parece que tudo conspira a favor, mostrando como os ônibus param facilmente para as mulheres e como conseguem lugares e gentilezas apenas por serem bonitas. Mas isso vai mudando no decorrer do longa, afinal ela vive no Bostil Brasil.
Francis, como a maioria dos pobres coitados tupiniquins, fez um curso bem lixo: turismo. Ela trabalha em um hotel e odeia o que faz. Esse é um retrato muito interessante do que vivemos pois a maioria tem trabalho merda e procura formas de ter um emprego melhor, salário e carreira estável. Não poderia dar em outra coisa, concurso público.
O desejo de ser concursada vai crescendo na personagem a medida em que situações horripilantes, dignas da cidade maravilhosa, vão acontecendo. A história retrata o ano de 2011 quando traficantes foram expulsos do morro do alemão. Sair na rua era quase garantido tomar um tiro nas fuças, mas Francis tem que ir para seu empreguinho lixoso.
Durante alguns acontecimentos ela é informada de que estão abertas vagas no concurso da Polícia Civil e que é preciso ter apenas graduação em nível superior, ou seja, mesmo um curso imundo de turismo vale. De início ela não demonstra nenhuma paixão ou vocação para carreira, mas é Brasil, aqui vale tudo para ter um emprego minimamente decente.


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